Uma viagem que prometia dias de lazer pelo Mediterrâneo acabou sendo marcada por mudanças inesperadas no roteiro. O navio Scarlet Lady, da companhia Virgin Voyages, fretado pela empresa Atlantis Events para um cruzeiro voltado ao público LGBTQ+, foi impedido de atracar no Egito poucos dias depois de também ter sido barrado na Turquia.
A embarcação, com aproximadamente 2 mil passageiros, havia partido de Atenas, na Grécia, com destino final em Veneza, na Itália. Inicialmente, o roteiro incluia escalas em Kusadasi e Istambul, mas as autoridades trucas negaram a autorização para a visita.
Como alternativa, a organização incluiu uma parada em Alexandria, no Egito. No entanto, poucas horas antes da chegada ao porto, a empresa recebeu a informação de que o navio também não teria autorização para entrar em águas egípcias. Segundo os organizadores, a decisão foi comunicada de última hora e sem justificativa oficial.
Os passageiros foram informados sobre o cancelamento por meio de um comunicado entregue nas cabines. De acordo com a Atlantis Events, a mudança surpeendeu tanto a equipe responsável pela viagem quanto os viajantes, especialmente porque o mesmo itinerário havia sido realizado anteriormente sem qualuqer impedimento.
Rich Campbell, presidente da Atlantis Events, classificou a situação como algo sem precedentes na história da empresa, que atua há mais de três décadas organizando cruzeiros para o público LGBTQ+. Segundo ele, foi a primeira vez que a compnahia enfrentou restrições de entrada em países devido ao perfil dos passageiros.
Apesar dos imprevistos, o Scarlet Lady seguiu viagem até o destino final previsto, com o restante do roteiro sendo adaptado pela organização para minimizar os impactos aos passageiros.
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