EES na Europa: novo controle de fronteiras gera filas e pode impactar viagens de cruzeiros.

O novo sistema de entrada da União Europeia já está em funcionamento e vem provocando filas nos aeroportos. Mas quem vai fazer um cruzeiro pela Europa também precisa entender como essas mudanças podem influenciar sua viagem se não houver um planejamento. 

A União Europeia iniciou a implantação do Entry/Exit System ( EES), um novo sistema eletrônico que registrada a entrada e a saída de turistas de países que não fazem parte do bloco europeu. A novidade substitui o tradicional carimbo no passaporte por registro biométrico, com coleta de impressões digitais e fotografia facial. 

Embora o objetivo seja aumentar a segurança e modernizar o controle migratório, os primeiros meses de operação têm sido marcados por longas filas, atrasos e preocupação entre aeroportos, companhias aéreas e operadores de turismo. 

Para quem pretende viajar pela Europa, especialmente em roteiros que incluem cruzeiros marítimos, entender como o EES funciona pode evitar transtornos. 




O que é o ESS?

O Entry/Exit System é um banco de dados criado pela União Europeia para registrar automaticamente todas as entradas e saídas de visitantes de países que não pertencem aos Espaço Schengen. 

Na prática, ao chegar pela primeira vez ao continente, o viajante realiza um cadastro biométrico. A partir desse momento, as informações ficam registradas eletronicamente, substituindo o antigo processo de carimbar o passaporte. 

O sistema será utilizado nos 29 países participantes do Espaço Schengen, incluindo destinos muito procurados por brasileiros, como: Espanha, Portugal, Itália, França, Grécia, Alemanha, Holanda e outros. 


Por que o sistema está gerando tantas filas ?

Segundo entidades do setor aeroportuário europeu, a coleta biométrica está aumentando o tempo de atendimento na imigração. A ACI Europe, associação que representa aeroportos do continente, afirma que o sistema ainda enfrenta dificuldades operacionais justamente durante a alta temporada de verão europeu. 

👉Passageiros perderam voos devido ao tempo excessivo na imigração, companhias aéreas passaram a recomendar chegada com pelo menos três horas de antecedência e aeroportos registraram congestionamento acima do esperado. 

Diante desse cenário, representantes do setor pedem maior flexibilidade para que as autoridades possam suspender temporariamente alguns procedimentos quando houver risco de colapso operacional. 




Como isso afeta quem vai fazer um cruzeiro pela Europa ? 

Mesmo que boa parte do roteiro aconteça no mar, o passageiro de um cruzeiro internacional normalmente passa pela imigração ao chegar à Europa, seja em um voo direto ou com escala. Na maioria dos casos, o embarque acontece em cidades como: Barcelona, Civitavecchia, Veneza, Atenas, Lisboa e Southampton. 

Se o turista desembarcar de avião poucas horas antes do embarque do navio, qualquer atraso na imigração pode comprometer toda a programação. 

Por esses motivos, especialistas recomendam chegar ao destino com pelo menos um dia de antecedência em caso de fila, atrasos de voo ou problemas operacionais. 

Apesar as dificuldades iniciais, o EES representa uma mudança estrutural no controle de fronteiras da União Europeia e tende a se tornar mais eficiente com o tempo. 

Para o viajante, a principal recomendação é planejar a viagem com mais margem de segurança, principalmente quando houver conexão entre voos e embarques em cruzeiros. 

Quem organiza o roteiro dificilmente terá grandes problemas, mesmo durante essa fase de adaptação do novo sistema europeu. 


                                                             


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