A evacuação do cruzeiro MV Hondius, ancorado nas Ilhas Canárias, foi concluída nessa segunda feira, 11 de maio, com a retirada dos últimos 22 passageiros que ainda permaneciam a bordo. A operação mobiliza equipes de saúde, autoridades marítimas e profissionais especializos em controle sanitário após o surto de hantavírus registrado no navio.
O caso chamou atenção das autoridades internacionais depois da confirmação de oito infecção e três mortes relacionadas à doença. Desde então, o desembarque dos passageiros acontece de forma controlada, seguindo os protocolos rígidos para evitar novos contágios.
Foto retirada do site Swissinfo 0 navio MV Hondius
Operação segue esquema de segurança sanitária.
As autoridades locais informaram que todo o processo de evacuação foi planejado para reduzir o risco de transmissão. Passageiros e tripulantes passaram por avaliações médicas antes do desembarque, além de testes e monitoramento contínuo.
Os últimos ocupantes do navio foram retirados gradualmente e encaminhados para áreas se isolamento antes do retorno aos seus países de origiem. Em muitos casos, os governos locais já prepararam medidas de quarentena obrigatória para acompanhar possíveis sintomas nos próximos dias.
Especialistas explicam que o hantavírus pode provocar complicações graves, principalmente respiratórias, e exige atenção imediata quando há suspeita de infecção. A doença costuma ser transmitida pelo contato com secreções de roedores contaminados.
Navio será levado para desinfecção na Holanda.
Após a conclusão da evacuação, o MV Hondius seguirá viagem para a Holanda, onde passará por um processo completo de desinfecção. A embarcação ficará fora de operação até que todas as áreas internas sejam analisadas e liberadas pelas autoridades sanitárias.
O procedimento inclui limpeza profunda de cabines, áreas comuns, sistemas de ventilação e espaços de armazenamento. Técnicos especializados também devem investigar como o vírus entrou no ambiente do navio.
A empresa responsável pelo cruzeiro ainda não divulgou quando a embarcação poderá voltar a operar normalmente.
Autoridades acompanham a investigação.
O caso segue sendo monitorado por órgãos internacionais de saúde devido ao potencial risco de disseminação em ambientes fechados com grande circulação de pessoas. As investigações buscam identificar a origem do surto e se houve falhas nos protocolos de prevenção sanitária durante a viagem.
Enquanto isso, familiares dos passageiros e tripulantes acompanham a situação com preocupação. Muitos viajantes relataram momentos de tensão durante os dias de isolamento dentro do navio, principalmente após a confirmação das mortes.
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